Quinta-feira, 14 de Junho de 2012
publicado por JN em 14/6/12

OS SÍTIOS SEM RESPOSTA

de Joel Neto (Porto Editora, 2012)

 

«Nesta Lisboa retratada por Joel Neto, mais que cidadãos activos, emergem massas frustradas de consumidores, uma violenta mistura de costumes, privilegiando sempre o dinheiro e o sexo, um desejo libidinal à flor da pele, a necessidade de radicação existencial em tribos-clubes desportivos e o abandono a formas fáceis e lucrativas de vida.

(...) O estilo do autor paira numa zona intermédia entre o falajar popular, as conversas do quotidiano, e a vertente intelectual da língua, ora tombando para uma vertente, ora para outra, ora, ainda e sobretudo, criando um campo semântico próprio nascido do cruzamento dos dois anteriores, que lhe singulariza a escrita.

(...) Admirável a narração do esforço de Miguel para se tornar benfiquista.

(...) Estamos tentados a escrever ser 'Os Sítios Sem Resposta' a grande afirmação do autor como romancista, atingindo um patamar estético de franca qualidade tanto na caracterização das quatro personagens principais (Miguel, Pedro, Alberto, Cristina), fortemente consistentes, quanto na arte do cruzamento das múltiplas histórias do fluir e da reunião "natural" entre as quais nasce o tecido narrativo, quanto, ainda, na figuração dos novos tipos e atmosferas sociais lisboetas, em contraste, enquanto pano de fundo, com a imobilidade açoriana, ora igualmente em estado de esgaçamento.»

Miguel Real (Jornal de Letras, 16-5-12)

 

«Parte de uma premissa tão absurda que se torna perfeita para o exercício da ficção. (...) Com prosa escorreita e recursos de cronista (sentimental nas passagens açorianas; mordaz na crítica das modas lisboetas), Joel Neto assina um romance fluido e sem pontas soltas, em que o futebol é só o pretexto para falar de coisas muito mais essenciais, como a amizade ou o amor entre pai e filho.»

José Mário Silva (Ler, 1-6-12)

 

«Será este talvez o primeiro romance da crise global em que o nosso país, em todos os seus recantos, está mergulhado, o romance em que todas as gerações juntam a sua infelicidade do passado ao presente. Há muito tempo que esta geração a meio da ponte e da vida não nos presenteava com um romance tão abrangente e significante."
(...) A sociedade é aqui, parece ser, muito mais protagonista do que os seus personagens, meras peças secundárias na engrenagem em que toda uma geração está apanhada e presa, “crise” sendo uma das mais amenas, se bem que repetidas, palavras neste romance."
(...)
Este romance de Joel Neto é tudo isso, e é ainda muito mais, é a sua prosa ficcional numa fase de total maturidade, a vivência circular do seu protagonista entre as ilhas e a capital do país, em que toda a sua vida é revista e repensada numa actualidade que, do mesmo modo, tanto parece progredir nos seus espasmos de modernidade incerta como parece regressar ao solo das origens, esse que tudo condiciona na vida reinventada de um açoriano perfeitamente integrado nos grandes meios, mas nunca liberto do seu passado, que nem sequer é passado e nunca morre, nas palavras de um grande escritor norte-americano quando se referia à sua própria história comunitária.»

Vamberto Freitas (Açoriano Oriental, 14-6-12)

 

«Um romance melancólico e comovente (...) que surpreende pela forma como consegue capturar de forma verosímil e pungente a vida quotidiana, sem nunca cair num registo paternalista nem em grandiloquências estéreis.»

Joana Emídio Marques (Diário de Notícias, 6-4-12)

 

«Joel Neto é hoje uma magnífica voz da consciência açoriana.»

Onésimo Teotónio de Almeida (Festival Correntes d'Escritas, 2-13)

 

«Joel Neto vai à bola com a Literatura, em busca de novos territórios para as letras nacionais. (...) Remata para outros campos. Cruza gerações, tentando compreender o que une um pai e um filho, e centra a história na entrada da idade adulta. O resto é toque de escrita, à qual não é alheio o seu talento como cronista. Neste jogo, quem ganha é a Literatura.»

Luís Ricardo Duarte (Jornal de Letras, 4-4-12)

 

«Os sportinguistas terão de perdoar a Joel Neto, que é do Sporting, ter deixado na ficção o Sporting para trás. E os outros terão de perdoar a autora deste texto por dar quatro estrelas a um sportinguista.»

Catarina Homem Marques (Time Out, 11-4-12)

 

«Há uma sensação de desconforto. De absurdo. Que choca o leitor e o deixa de pernas para o ar.»

Luís Caetano (Antena 2, 19-5-12)

 

«Delicioso.»

Nuno Perestrelo (A Bola, 8-11-12)

 

«Não apenas está repleto de temas importantes, como tem cenas deliciosas e descrições lindíssimas. E demonstra como é dentro de nós que algumas das perguntas mais difíceis podem encontrar um esboço de resposta.»

Júlio Machado Vaz (30-3-12)

 

«Um excelente livro e uma bela surpresa. Um retrato do vazio e do seu rosto mais nobre: a solidão e o silêncio. A lucidez é o refúgio tardio dos românticos.»

António Pedro Vasconcelos (18-4-12)

 

 

«Joel Neto é um grande escritor português.»

 

Vamberto Freitas (RTP/Açores, 4-12)

 

 

«Não se deve ler como quem bebe um copo de água. Deve ler-se muito devagar, como quem saboreia um vinho precioso, voltando com frequência à frase, ao parágrafo, à cena anterior. É belo, é genial e é arte.»

Cunha de Oliveira (25-6-12)

 

«Que maravilha mergulhar nas suas páginas lavadas de amor, de boniteza, de cores, de cheiro da terra, de Entrudo e de funções do Espírito Santo, sentir a força omnipresente e carinhosa da Maria Carminda mas, principalmente, deixar-se envolver na intensidade dos sentimentos que une pai e filho de um jeito muito terno. Fez-me recordar o retorno à casa paterna de Arkádi Kirsánov em 'Pais e Filhos', de Ivan Turguenyev (1818-1883).»

Lélia Nunes (Comunidades-RTP.pt, 1-8-12)

 

«[Joel Neto é] Um dos nossos escribas preferidos.»

Playboy (1-5-12)

 

«E é esse o mistério: um homem é quase obrigado a fazer sexo com uma desconhecida que o contata por telefone e depois o visita. Ele acede, sem perguntas; será realista? Será tuga? Talvez, mas boa literatura é que não é de certeza. .»

Padre Teodoro de Matos (A União, 21-8-12)

 

«Passaram dez anos e Joel Neto amadureceu muito. Se a forma continuou brilhante como sempre, no tratar a Língua por tu, Português leve, fluente, sem artifícios, mas regado de surpresas e “cantos para fazer paragens”, o pensamento humanizou-se e tornou-se arrojado nos objectivos e próximo nas compreensões, desde a narrativa das grandes solidões interiores derramadas em noites de marcadas e sensuais companhias, até à ideia resplandecente dos regressos, a ilha sempre presente, o pai e o peso paternal, mesmo nos medos das pequenas verdades e suas consequências.»

José Manuel Santos Narciso (Atlântico Expresso, 29-4-13)

 

«Um tour de force. O melhor livro que li este ano (e já li umas dezenas). Magnífico, com tudo no sítio e a demonstração que é possível escrever em português de Portugal como os brasileiros descobriram há muito ser possível com o português deles

Pedro Boucherie Mendes (4-4-12)

 

«Comprei-o com o plano de começar a ler quando terminasse de escrever o meu. Qual quê? Cometi o erro de ir espreitar a primeira frase e não parei mais. Magistralmente escrito. Só um escritor se lembraria disto. Um homem não pode mudar de clube porquê? O FCP que vá para as urtigas. A partir de agora sou do Sporting

Luís Miguel Rocha (10-4-12)

 

«Lê-se quase de um fôlego, esta bonita história de amor entre pai e filho. (...) Prosa ágil, agradável, um regresso de quem se espera muito.»

Rui Calafate (It's PR Stupid!: 3-6-12)

 

«Há o Sporting contra o Benfica e muito mais do que futebol. (...) Escrito com a prosa em toque poético, passe de letra. (...) A palavra nunca deixa de correr ao longo das páginas em subtil sedução. (...) E, no fundo, é nisso que se tece e entretece todo o encanto que o romance tem, que o romance é.»

António Simões (A Bola, 4-4-12)

 

«Há amizades feitas, desfeitas e refeitas, casamentos, divórcios e sexo ocasional. E a conclusão de que no futebol, tal como na vida, está longe de haver resposta para tudo.»

Carlos Vaz Marques (TSF, 2-4-12)

 

«Grande romance.»

Urbano Bettencourt (9-6-12)

 

«Embora sempre presente, o futebol é apenas o pretexto para que o cronista discorra sobre a solidão dos homens e a busca da felicidade.»

Sérgio Almeida (Jornal de Notícias, 9-4-12)

 

«A sua visão de S. Bartolomeu dos Regatos, (...) a sua relação com os familiares e amigos, as suas recordações de infância rural, tudo num cenário descritivo fabuloso, fizeram-me lembrar as passagens intensas do escritor Cristóvão de Aguiar sobre a sua e minha freguesia. Não há forma mais magistral de enredar o romantismo açórico.»

Osvaldo Cabral (Correio dos Açores, 9-6-12)

 

«Fantástico livro. (...) Dele tiro a lição do regresso à origem para acharmos o caminho por achar, mesmo quando o andamos a trilhar.»

Manuel Tomás (Diário Insular, 8-6-12)

 

«Um belo livro sobre a vida e a sua solidão.»

Penthouse (1-6-12)

 

«Não saímos iguais ao que fomos antes depois da sua leitura.»

José do Carmo Francisco (Aspirina B, 1-6-12)

 

«Maravilhoso romance.»

Ruben Correia, Ruben Correia Sugere (Pensamentos e Tretas 1-9-12)

1 comentário:
De Azoriana a 7 de Julho de 2012 às 02:15
Recomendo vivamente. Adorei mesmo!

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